A escolha estará com os palestinos de Gaza: Fatah ou Hamas

por PAULO TEIXEIRA

Uma perspectiva positiva do que houve em Gaza é que a população possa refletir em sua escolha de querer destruir Israel.

O bom da democracia é a possibilidade de mudar quem está no poder e com isso o aprimoramento das escolhas de um povo. Esse processo é lento, mas de acordo com a consciência de um povo.

A população de Gaza em 2006 votou pelo Hamas. Este pedia o sacrificio do povo no combate a Israel para tornar toda a região num estado mulçumano-árabe. (acreditaram no discurso do Hamas e tiveram que pagar agora um preço altíssimo).

A população também estava cansada da corrupção do Fatah, que por 40 anos comandou o movimento palestino.

A opção do partido Fattah – que também é meio radical, mas aceita conversar sobre a existência do estado de Israel – foi rejeitada. Inclusive com a sequência de matança, pelo Hamas, das pessoas do Fattah em Gaza. Dividindo a Palestina em Gaza do Hamas e Cisjordania do Fattah.

A Cisjordania comandada pelo Fattah cresce 10% ao ano e vive em paz.

A população de Gaza escolheu o ataque a Israel, mas pode neste momento repensar sua escolha. Teve e ainda tem opção.

Nas próximas eleições, caso vote novamente com o Hamas, estará escolhendo a guerra que conheceram. E o Hamas mostrou-se tão ou mais corrupto, deixando Gaza na miséria.

Se Gaza escolher nas proximas eleições o Fatah, estará escolhendo a paz como forma de se desenvolver. Basta olhar para a Cisjordânia. E o Hamas pode ter saído enfraquecido desta guerra.

No último dia 19, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, propôs ao Hamas a formação de um governo de unidade nacional, que deve organizar eleições legislativas e presidenciais simultâneas na Cisjordânia e Faixa de Gaza.

Os palestinos vão ser, nas próximas eleições, senhores de seu destino, assim como foram em 2006.

Ainda que democracia não seja todos representados, mas todos que defendem a democracia representados – e o Hamas propõe a Teocracia, o estado sob a tutela de uma única religião, a mulçulmana e isso não é democracia – no caso de Gaza, a democracia (que foi uma condição americana nos anos 2002-2006 para o Oriente Médio e que “pegou” na Palestina) pode dar ao povo o caminho para a paz.

Essa guerra pode ter dado ao povo de Gaza maior consciência do que foi sua escolha pelo Hamas. Tem tudo para fazer uma escolha consciente nas próximas eleições. Deixaria o Hamas sem apoio. Seria um começo de um novo capítulo por lá.

Foi lançado um enorme número de mísseis contra Israel desde que o Hamas assumiu o poder em Gaza! Os que alcançavam 20km, passaram a atingir 40km. O que eram unidades diárias, passaram a ser dezenas. E aí o mundo viu a reação israelense.

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